Marilyn Manson entrevistado pelo site The West

Publicado em 24 de fevereiro de 2012 • por

Aos 43 anos, o roqueiro Marilyn Manson não vê qualquer razão para mudar. O músico de Los Angeles está próximo a derrubar barreiras, borrar linhas pela arte e infiltrar sua música com arrogância sarcástica. Seu oitavo álbum de estúdio, Born Villain, é sobre levar tudo isso além.

Falando de sua casa em Los Angeles, Manson está mais falante do que se poderia esperar – ele fez sete minutos respondendo a uma única pergunta. Ele é um homem possuído pelo personagem que criou e a música que faz. E mais, Born Villain é provavelmente um dos seus álbuns mais sensacionais e que nem sequer foi lançado ainda.

É o primeiro álbum de Manson com a Cooking Vinyl depois de romper os laços com a Interscope, a gravadora que lançou seu álbum de estréia em 1994, o Portrait of na American Family e em 1996, o Antichrist Superstar, entre outros.

“O novo álbum propõe a mesma ambição e determinação da qual eu comecei a fazer música pela primeira vez,” diz Manson.

“Soa como o primeiro álbum que não tem medo de qualquer coisa. Tive que afastar-me do meu estilo de vida e começar de novo. Eu mudei-me para um estúdio de dança com apenas tinta preta e branca e comecei a pintar e fazer música”.

“Deixei meus pertences guardados e segui o trabalho. Para mim, desconectar da minha vida para focar nesse álbum me permitiu ser mais criativo e ambicioso. Eu queria menos distração. Tornou o desafio mais emocionante”.

Esse álbum está cheio da minha personalidade, é sarcástico, arrogante e sujo e com base em torno de meus dois autores preferidos – The Flores of Evil de Charles Baudelaire e Macbeth de Shakespeare. Eles ressonam comigo.

Manson juntou-se com o ator Shia LaBeouf para fazer um trailer promocional para o álbum. O resultado é obscuro, intenso, com imagens provenientes do filme dos anos 70, A Montanha Sagrada, de Alejandro Jodorowsky, e o curta-metragem de 1929, feito por Luis Buñuel e Salvador Dali, Um Cão Andaluz. É tão gráfico como se pode esperar de Manson.

“Eu não acho que é chocante, é arte, é uma forma de expressão”, diz Manson. “Trabalhar com Shia foi incrível. Conectamos-nos e ele entendeu de onde eu vim”.

Manson cresceu em Ohio como filho único, embarcando em uma carreira como jornalista musical antes de se focar em sua banda em tempo integral.

Enquanto tinha a missão de entrevista o Nine Inch Nails no início dos anos 90, Manson juntou-se ao vocalista Trent Raznor. A banda, de mesmo nome de Manson, posteriormente excursionou com o NIN e Reznor que acabou produzindo três discos de Marilyn Manson.

Excursionar com um dos pioneiros da música industrial foi a colaboração perfeita e que ajudou a dar o pontapé inicial de sua carreira.

Manson sustentou uma vida sob os holofotes. Sua banda já vendeu mais de 50 milhões de álbuns no mundo inteiro e experimentou uma reação Cristã. Ele foi rotulado como satanista – não que tais alegações ainda o preocupe.

Ele prefere salas frias e escuras e dorme durante o dia, apenas emerge durante a noite. “É uma vida que fui me acostumando, é apenas minha maneira de ser”, diz Manson.

É o mesmo homem que era com seus 20 – 30 anos? O Marilyn Manson nunca cansa de viver sua teatralidade? “Não é que eu seja suicida ou nilista, mas muito dos esforços vai em viver e ser o que eu sou”, diz Manson.

Mas eu não posso imaginar minha vida sem tudo o que eu criei. É uma situação Catch-22.

via thewest.com.au

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