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Marilyn Manson em entrevista para revista YRB

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Você sabe tudo que precisa saber sobre Marilyn Manson

Um olhar para o cara – os longos cabelos negros que se desbastem um pouco, as vestimentas pretas, olhos furiosamente coloridos e maquiagem ainda mais furiosa, os shows sexualmente sugestivos no palco e música profana, – e você sabe que ele é louco, o anticristo, o diabo, o mau manipulador de jovens.

Diga que ele está de mau humor e ele pode muito bem concordar com você – como o tipo de garoto na escola que anda afetado para que você não possa detectar o seu medo. Manson é conhecido por dar entrevistas que são designadas para chocar. Ele falar sobre automutilação. Ele fala de escrever as letras de seu último álbum em uma parede de sua casa. Ele fala de uma certa história sexual de uma cantora.

Mas continue a conversa, e você descobrirá algo a mais. Ele é esperto. Ele é engraçado. E também parece extremamente vulnerável; o verdadeiro intruso, que afasta os outros, e dessa forma torna-se mais isolado. Ele diz a Jay Leno que se ele fosse uma criança diferente na escola e visse a si mesmo, ele teria se espancado. É fácil ver por que mulheres querem protegê-lo.

“Eu vivo minha arte”, Manson explica. “Isso é algo difícil de muita gente entender… Meu trabalho como um artista é está lá fora, mostrando as pessoas diferentes formas de olhar as coisas.”

Algumas vezes, não é fácil. Especialmente para ele.

O auto-confessado evitador de pessoas, que é tímido e se isola das pessoas por medo de ser machucado, sofreu a maior dor no coração de todas, quando sua agora ex-esposa – a artista burlesca Dita Von Teese – o deixou. E no maior pesadelo de todos, passado publicamente em tablóides e televisão.

O público aparecimento não poderia ser farto de drama e vários comentários apontado fatos para sublinhar o que eles chamaram de esquisitice de Manson, apesar de amigos (incluindo a ex-namorada Evan Rachel Wood) defendê-lo.

“Ele vive na cidade do Halloween, mas ele é também apaixonado, torturado e romântico, ele quer apenas fazer algo bonito,” disse Wood a revista YRB em 2007.

Talvez seja essa a razão da separação de Manson com Von Teese ter sido surpreendente. Os dois artistas pareciam como almas gêmeas, e parte dos seus três anos de namoro poderia ter sido cenas de uma novela romântica. Quando Manson se declarou, ele se ajoelhou e presenteou Von Teese com um diamante europeu redondo de sete quilates.

Apenas um ano depois, Manson, com então 36 anos, e Dita, 33 anos, se casaram. Fiel à forma romântica, houve efetivamente duas cerimônias em uma semana. A mais publica, a segunda cerimônia, realizada em 3 de dezembro de 2005, foi um casamento à tarde elegante em uma casa irlandesa de um amigo, freqüentado por várias celebridades incluindo Ozzy e Sharon Osbourne.

Assim como tão logo o casamento acabou, os contos de fadas também, se transformando em mais um pesadelo para Manson e Von Teese.

Ela o acusou de uso excessivo de substâncias elícitas e infidelidade. Embora os dois tenham estado juntos por mais de cinco anos quando eles se casaram, ela disse não perceber que a vida dele era tão caótica – que nunca poderia mudar.

Manson afirma que Von Tesse sabia sobre seu estilo estrela do rock, que incluía trabalhar toda noite, dormi durante todo o dia. Quando se casaram, Manson disse que Von Teese tentou mudá-lo. Mesmo após o divorcio, Manson trabalhou para que Von Teese não afirmasse suporte matrimonial. Qualquer que seja a verdade, uma coisa é certa. O rompimento deixou Manson exausto, humilhado.

Apesar de seu amoroso relacionamento com Wood, ele parecia publicamente consumido com auto-incertezas e não poderia trabalhar. O único nomeado “A Última Estrela do Rock” pela revista Spin parecia perigosamente próximo a autodestruição.

Foi quando um amigo sugeriu que ele trabalhasse algumas de suas dores na música, quando ele começou a escrever as músicas que se transformariam no The High End of Low.

Muitos creditam o retorno do membro da banda e co-produtor do álbum Twiggy (que formalmente usa o nome Twiggy Ramirez, adotado dos nomes da modelo de 1960 e o serial killer “Caçador da Noite”, Richard Ramirez) como a nova energia das últimas músicas de Manson.

Vários críticos do rock nacional aclamam The High End of Low como o mais poderoso – e divertido – álbum de Manson em uma década.

“É verdadeiramente parte de mim,” diz Manson, um ex-jornalista que negou preocupação de que poderia ser emocionalmente difícil ouvir.

Colocando em termos cinematográficos, é paralelo a Scarlett O’Hara segurando uma montanha e proclamando, “Como Deus é testemunha, eu nunca sentirei fome novamente.” Agora que Manson tem sua vida – e sua excitante música – de volta, ele não sairá da barreira novamente.

O álbum segue a verdadeira forma de Manson – um comentário sobre sua vida, mas pegando a percepção de pessoas e misturando-as. Considere sua música quase um estudo na arte abstrata, designada a tirar pessoas da complacência sobre idéias e interesses.

“É sempre sobre ser você mesmo. Isso é o que eu sou. É assim que todos deveriam ser… Mais você pode olhar as coisas de diferentes ângulos.”

Uma pergunta se essa é a razão de muitas pessoas rejeitarem Manson, quase com uma diferente geração que rejeita Andy Warhol. Sim, ele cobre sua timidez com palhaçadas — e sua formura tem ganho milhões de dólares em processo – mas ele também não se desculpa das suas escolhas. O mesmo foi mencionado de Warhol.

“Eu sou tudo sobre ficar em pé e ser quem você é,” ele diz. “Nesse ponto [quando Dita partiu] eu quase desisti, e isso me marcou. Foi algo esquisito em minha vida…”

Apenas uma ouvida da faixa 15 do CD, e você pode quase sentir sua dor, suas frustrações e seu renascimento. Mas não ache que esse álbum é algum álbum EMO. The High End of Low é Manson em seu melhor metal com letras vividas em faixas como “I Have To Look Up Just To See Hell.”

“You can take me,
The grave can take me,
The earth is waiting to eat us alive,
I love you damaged,
I need human wreckage,
I have to look up just to see hell.”

Se você pensa desse álbum como o terapeuta de Manson, você está certo.

Talvez em algum lugar estivesse as confidencias de Manson sobre esses pontos mais evidentes durante suas entrevista de televisão com o conservador apresentador Bill O’Reilly. Que foi ao ar em 7 de janeiro de 2006, a entrevista mostra Manson calmamente e logicamente impugnando as acusações de O’Reilly, que ele tem efeitos corrosivos em crianças. Nas acusações de O’Reilly, que incluiu, Manson encorajando promiscuidade entre adolescente, Manson chamando os parente para ter responsabilidade pelas atos das crianças, enquanto revela que perdeu sua virgindade com 16 anos.

“Qualquer coisa pode ser mal interpretada. As pessoas podem olhar Cristo na cruz e dizer que, isso é homicídio…” Manson diz para O’Reilly. “Eu lhe respeito por ter me desafiado, foi por isso que eu vim ao programa.”

Todos que têm um boato sobre o trabalho de Manson – e muitos que provável não – sabem que muitas vezes é cheio de profanidade, que Manson disse ser necessário para usar como uma ferramenta para atingir um determinado ponto. Esse álbum – que inclui uma música intitulada “Arma-goddamn-mothefuckin-geddon” – não é diferente. O que é interessante é que Manson não sua profanidade quando esta conversando, mas fala nas letras. Ele considera isso uma ferramenta para atingir um determinado ponto e, novamente, atrair pessoas a escutar suas mensagens.

Considere a música anteriormente mencionada com a letra que incluo:

“First you try to fuck it,
Then you try to eat it,
If it hasn’r learned your name,
You better kill it before they see it.”

O conceito é apenas profanidade, mas colocando em uma música é fácil de lembrar e uma batida contagiosa, e isso funciona.

“Eu apenas vivo para o simples trazer não importa de onde elas vêm, mas você tem que ser você mesmo, aceitar você,” diz Manson chamando o álbum a prova de sua ressurreição. “A vida é para ser preenchida ou você morre. E eu não quero morrer.”


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