Bill: No segmento das crianças em risco, esta noite, nos continuaremos nossa reportagem sobre os efeitos corrosivos da música popular mundial em algumas crianças americanas. Marilyn Manson já vendeu quase 5 milhões de álbuns desde 1995 e feito alguns concertos com aparências chocantes. Eu falei com ele quarta-feira passada, e um dia antes, as autoridades em Michigan emitiram um mandado de prisão por conduta sensual no palco. Manson nega, mas não há como negar que ele é estranho, e alguns dizem força perturbadora no mundo pop.
Bill: Qual é sua mensagem? Aonde você esta tentando chegar com as letras dessas músicas?
Manson: É sempre sobre ser você mesmo e não ter vergonha de ser diferente ou de pensar diferente. Eu tento e tomo o ideal de todos, senso comum, misturo-as, faço as pessoas olharem para eles de maneira diferente, questioná-las, de modo que você não está sempre levando as coisas como concedidas.
Bill: Tudo bem, nobre. Mas por que razão o visual bizarro? Quero dizer, porque o olho, porque as unhas pintadas, porque os utensílios satânicos? Você é um ministro na Igreja de Satanás, certo?
Manson: Não, não necessariamente. Isso foi…
Bill: Bem, eu quero dizer…
Manson: …isso foi o…
Bill: Golpe publicitário?
Manson: Não, não, não. Foi um amigo meu que agora está morto que era um filósofo, que eu achava que aprenderia muito com ele, e esse foi um título que me foi dado. Então, muitas pessoas fizeram proveito disso.
Bill: Sim, mas, eu quer dizer, olhe, se você é um reverendo na Igreja do Satanás…
Manson: Isso não é um trabalho de verdade. Eu não fui pago para isso.
Bill: Mas por que… Você quer conseguir as crianças, crianças abandonadas, e você quer que elas sejam capazes de ser criativas e arrebentem seus conceitos, porque a apresentação bizarra, que pode ser mal interpretada?
Manson: Eu acho que todos nos temos uma apresentação. Todo mundo aparenta ter uma forma porque elas querem transmitir uma certa imagem. Você tem sua forma porque você que as pessoas ouçam você de certa maneira.
Bill: Você é um exibicionista?
Manson: Eu sou do tipo tímido, e eu acredito que eu coloco isso para fora quando estou me apresentando em frente de um monte de pessoas. É assim que eu espanto minha timidez. Assim é…
Bill: Mas você fez algumas coisas bizarras no palco, Quero dizer, eles disseram-me que você se envolveu em um ato sexual no palco com outro homem em Miami, Isso é verdade?
Manson: Até certo ponto, a um certo grau. Não foi bem um ato formal de sexo. Ninguém foi provocado.
Bill: Mas porque você fez isso? Porque você faria isso?
Manson: Alguém correu sobre o palco e abaixou as calças. Portanto, em vez de deixá-los tirar sarro de mim, eu os agarrei e mudei a brincadeira para em torno deles. Meus pais estavam na platéia, e…
Bill: Seus pais estavam na platéia?
Manson: Eu apresentei o meu pai para o cavalheiro que entrou no palco, então meu pai aprovou. Eu não vejo que isso seja tão chocante.
Bill: Mas foi chocante.
Manson: Foi divertido para mim.
Bill: Para você?
Manson: Para mim.
Bill: Mas se as crianças viram isso, elas viram você simulando ou realmente fazendo ou o que quer que tenha acontecido, um ato sexual com outro homem, talvez eles queiram sair e fazer o mesmo também.
Manson: Bom, eu não posso ser culpado por algo assim. Você tem que culpar Richard Simmons e Liberace e as pessoas desse jeito. Eu não incentivo as pessoas a escolherem qualquer tipo de sexualidade. Mas eu acho que eu apenas tentei entreter as pessoas. Esse foi um exemplo ímpar, porque foi rara ocasião. Alguém veio ao palco e arrancou suas roupas. Não é algo que normalmente faça.
Bill: Mas você…
Manson: Mas eu pensei que era engraçado para mim no momento.
Bill: Você fez sexo. Você incentiva as crianças a terem relações sexuais.
Manson: Não, eu não… Eu tenho um monte de imagens sexuais em minha performance. Mas eu não acho que isso incentiva alguém a ter relações sexuais. Acho que só mostra minha própria sexualidade, mas eu não que eu realmente tenha escrito sobre fazer sexo ou qualquer coisa assim.
Bill: Você…
Manson: Acho que essa é, novamente, uma outra coisa que os pais devem decidir.
Bill: Ok, mas lembre-se agora, um monte de crianças não têm parentes que realmente se preocupam com elas.
Manson: Claro, claro.
Bill: E essas crianças tendem a gravitar a pessoas como você, que eles vêem.
Manson: Se um garoto… se um garoto me perguntar, deve ter relações sexuais? Eu diria quantos anos você tem? E eu diria, bem, eu perdi minha virgindade quando eu tinha 16 anos, então há uma inspiração para você.
Bill: Tudo bem.
Manson: E eu teria tentado mais cedo, mas eu não pude encontrar nenhumas meninas que gostassem de mim.
Bill: Você é um cara com uma boa fala, mas em seus álbuns você usa uma grande quantidade de F-palavra, um monte de juramente e isto e aquilo. Novamente, é necessário chegar a sua mensagem a esse ponto a usar esse tipo de linguagem? É… você usa as imagens sexuais, você usa a aparência física chocante, você fez algumas coisas bizarras no palco, e você usa profanidade. Tudo isso é necessário?
Manson: Algumas vezes. Acho que às vezes quando você quer chegar a algum ponto, eu não acho que minhas letras são sobre lançadas como profanidade, por que eu não falo usando um monte de profanidade em conversas normais. Mas eu acho que quando você esta fazendo alguma coisa agressiva e você precisa chegar a um ponto, se você está irritado, às vezes é necessário profanidade, É melhor usar uma palavra amaldiçoada a magoar alguém, eu acho.
Bill: Algumas de suas letras dizem, “Você entenderá quando eu estiver morto.”. Quero dizer, confundindo as crianças e elas dizerem, quando eu estiver morto, todo mundo irá me conhecer.
Manson: Bem, eu acho que é um ponto muito válido, eu acho que é um reflexo de um… não necessariamente este programa, mas da televisão em geral. Se você morre e um número suficiente de pessoas estão assistindo, então você se torna um mártir, você se torna um herói, você se torna conhecido. Então quando você tem algo como Columbine e você têm esses garotos que estão zangados e eles têm algo a dizer e não tem ninguém para escutá-los, a mídia envia uma mensagem de que se você fizer algo alto o suficiente e isso toma a nossa atenção, e então você será famoso por isso. Essas crianças acabaram na capa da revista Times. A mídia deu-lhes exatamente o que eles queriam. E por isso que eu nunca fiz qualquer entrevista quando isso aconteceu, e quando eu fui culpado por isso, por que eu senti que eu poderia está contribuindo para o que eu encontrei para ser condenável.
Bill: Então você não acredita que suas músicas reflitam qualquer espécie de desejo de suicídio ou algo assim?
Manson: Não, eu sinto que as minhas músicas falam de passar sentimentos como esse.
Bill: O que seus pais pensam de você?
Manson: Meus pais, você sabe, num primeiro momento, não estavam certo do que eu estava fazendo. Eles queriam que fosse um escritor. Eu comecei como um jornalista. Eu ainda sinto que eu sou um jornalista, de certa forma, por que eu vejo as coisas e relato-as de volta para as pessoas a minha própria moda, em músicas ou em entrevistas. Minha mãe sempre foi grande fã de Elvis. Ela me fez ouvir Elvis quando eu era um garoto. Eu detestei. E acho que agora eu cresci de forma a preencher algumas das controvérsias que ele criou atrás em seus dias, mas de forma muito mais extrema, moderno bom senso.
Bill: Nunca antes na história deste país teve tantas influências corruptas descente sobre crianças ao mesmo tempo.
Manson: Certo.
Bill: E que a maioria das crianças não entendem o que você está fazendo e por que está usando ”F-palavras” e por que você está agindo estranho. E isso pode ser muito, muito preocupante para as crianças que não têm direção, que não têm pais responsáveis.
Manson: Qualquer coisa pode ser mal interpretada. As pessoas podem olhar para Cristo na cruz e pensar, está é uma imagem de homicídio, isso é violento, há imagem sexual nisso. E é apenas… eu acho que é o meu trabalho como um artista está lá fora apertando os botões das pessoas e fazê-las questioná-las tudo. E eu respeito você por desafiar-me e foi para isso que eu vim no show.
Bill: Marilyn Manson atualmente está no exterior. Iremos mate-los informados sobre a ação judicial.