MisterManson – Chris Vrenna
Você conhece Marilyn Manson a muitos anos e desde Antichrist Superstar vem colaborando com a produção. Como é voltar a produção de um novo álbum depois de todo esse tempo?
Bem, Manson, Twiggy Ramirez e eu nos conhecemos há mais de 15 anos, foi um pouco “a maneira de encontrar velhos amigos e fazer músicas juntos”, e me parece que isso é percebível no novo álbum.
Você foi por algum tempo o baterista dentro da banda, como é está de volta como membro na banda?
Eu admito que foi realmente estranho deixar a banda depois de substituição de Ginger (que havia caído de uma rampa muito alta um pouco antes di inicio da turnê “Against All Gods” em 2004), e não deixei a banda até a volta do Ginger, a tal ponto que agora eu todo teclados na banda.
Conte-nos sobre o novo álbum, é real essa mudança radical no som? É realmente tão “acessível” como as músicas do Antichrist Superstar? Você colaborou na produção de ambos, você acha que o Manson está amadurecendo?
Vamos dizer que não quero falar sobre o disco antes que ele chegue às lojas, mas devo dizer que estou realmente muito orgulhoso com esse álbum, que destaca alguns elementos “clássicos”, mas ao mesmo tempo é muito “experimental”, pessoalmente acho que é um dos melhores álbuns da banda. Como mencionei antes, foi muito divertido voltar a escrever e tocar na companhia de verdadeiros amigos e tudo que envolve o álbum.
No passado você teve a oportunidade de trabalhar com artistas de nome internacional, e há anos faz você faz parte da cena musical. Como você considera o cenário musical hoje?
O cenário musical nos EUA no momento é realmente horrível. Reality Shows como “American Idol” tem destruído literalmente a arte da musica de modo em que o ganhador dos prêmios só olha para a cara da sua roupa de moda. Há também a cena dos “jovens” como Jonas Brothers e com o fato que a MTV deixar os vídeos dos verdadeiros artistas de fora. Verdadeiros artistas, mas não posso fazer música da mesma forma que sempre fizeram, dando um novo entusiasmo aos reais aficionados. Agora a música é a única razão para nós artistas.
Hoje em dia, a Internet é cada vez mais comum e muitas vezes, muitas faixas vazam na web antes de um lançamento de um álbum, o que acha disso?
Devi admitir que odeio o fato que a música seja roubada, mas se uma banda decide colocar sua banda online eu acho legal, nos fizemos com “We’re From America” para promover o novo álbum. O fato de roubar música através da Internet é como entrar em uma loja e roubar um CD, acho que os verdadeiros fãs estão conscientes do fato de que muitas faixas estão disponíveis na Internet antes do lançamento de um novo álbum, mas estou consciente do fato de que é melhor esperar que lance o CD para escutá-lo na íntegra e da forma que “o artista queria que os fãs ouvissem… não roubado… Não roube música! Você roubaria um Jeans, ou um livro, ou um DVD? Não! Não fiquem com a música, por favor!
Graças ao seu perfil no Facebook, muitos fãs tiveram a oportunidade de falar diretamente com você, o que você acha do uso de redes sociais para se aproximar de seus fãs?
Estou feliz por ser capaz de falar com meus fãs, mas ao mesmo tempo pode ser uma coisa perigosa. Todos on-line deve ser capaz de respeitar a privacidade dos outros, independentemente de quem eles são. Eu não estou no Twitter e nunca estive! Quem se importa com que diabos estou fazendo agora? Pessoalmente, acho que as pessoas que utilzam Twitter ou que estão constantemente no Facebook têm muito tempo livre, ou são pessoas que querem aparecer. Não esqueçam também o fato de que lá fora está cheio de charlatanismo! Eu vim, a saber, que alguém no Twitter está se passando por mim e dizendo um monte de besteiras! Usar o meu nome e MINHAS FOTOGRAFIAS faz com que a conta se pareça verdadeira. A verdade é que eu adoro fazer novas amizades e satisfazer meus fãs, mas eu sou “old school” e prefiro fazê-las pessoalmente quando possível.
Há poucos dias foi disponibilizada gratuitamente a primeira música do álbum The High End of Low no site oficial, pode nos dizer o que levou a banda a esse gesto que foi muito apreciado pelos fãs?
Manson sempre esteve atento a importância dos seus fãs, e esta é simplesmente uma nova maneira de atendê-los. Estamos muitos satisfeitos de sermos capazes de mostrarmos as nossas músicas para os nossos fãs.
“We’re From America” é uma dura crítica à sociedade americana. A administração Obama parece esta querendo resolver a situação desastrosa de um modo geral, tendo vindo a culpa da administração anterior de Bush, mas muitas das promessas feitas pelo novo presidente não tem sido comprida e parecem ter sido apenas eleitoralismos. O que você acha sobre isso?
Você tocou no nervo… Manson sempre apresentou seus pontos de vista. Pessoalmente, votei em cada eleição presidencial desde a realização dos atos jurídicos, e acho que é um dever de cada cidadão dar sua opinião e seu voto. Nos estamos em turnê fora do nosso país por muitos, e muitos meses do ano e é, de fato, lamentável ver como o resto do mundo vêm os EUA por causa de mentiras de Bush e da guerra. Obama é o que nos deu o impulso para sair com renovado otimismo, e você deve perceber que seu trabalho será muito difícil porque há muitas coisas para fazer e, portanto, não é possível julgá-lo depois de tão pouco tempo! Ele está apenas a alguns meses! Clinton deixou-nos um excedente nos cofres do Estado que Bush tem “feito” em nenhum momento com as mentiras dele. Como americano, eu me sinto aliviado pelo fato de agora no poder há alguém que realmente entenda as necessidades do povo e que seja honesto e mostra que realmente quer mudar as coisas! E essa atitude em nosso país, é realmente uma coisa rara.
Como foi trabalhar com Marilyn Manson e Twiggy Ramirez, reunidos depois de muitos anos, sobre o novo álbum “The High End of Low”? Pode dizer-nos algo mais sobre o seu tempo gasto juntos para gravar o disco?
Foi à melhor experiência que eu já experiente na criação de um álbum, por isso, os considero “meus irmãos”.
Você já trabalhou com grandes músicos.
Qual é a maior memória que você tem da sua carreira como músico?
Bem, tenho muitas… Este novo álbum com Manson e Twiggy, o concerto em Woodstock com o Nine Inch Nails, ganhar um Grammy, trabalhando com U2, viajar ao redor do mundo… Na verdade são muitas memórias. Mas estar em uma banda é como ter irmãos e a emoção de ter trabalhado neste novo álbum com eles, é para mim mais do que qualquer outra coisa.





















