158 Cicatrizes Em Um Dia

“Eu fiz 158 cicatrizes em um dia”

Marilyn Manson faz novo álbum pretensioso e autobiográfico.

Marilyn Manson falou exclusivamente para a revista Kerrang! sobre seu próximo álbum de estúdio da banda, The High End of Low. As 15 faixas gravadas mostra Manson reunido com o baixista e parceiro de letras Twiggy Ramirez – que deixou a banda em 2002 citando diferenças criativas – e o produtor Sean Beaven(Nine Inch Nails, Slayer) que gravou o álbum da banda de 1996, Antichrist Superstar. Faixas selecionadas para aparecer no release inclui I Want to Kill You Like They Do In The Movies, Arma-goddamn-motherfucking-geddon, Devour, Four Rusted Horses, 15 e We’re From America que está disponível para download no site da banda, www.marilynmanson.com, desde o início da semana.

We’re From America será a primeira faixa que os fãs irão escutar do álbum. Você poderia nos da mais detalhes sobre a música?

Eu acho que muita gente irá escutar essa faixa e talvez inicialmente pensar que o álbum é apenas sobre política, mas não é apenas isso, é também eu descrevendo um monte de cenários fodidos que eu vou passando em minha vida pessoal. Alguém me pergunta “Porque você é tão fodido?”, “Bem, eu sou da América”. Eu odeio o fato de muitas pessoas tenham fodido com o país, e muitas pessoas foderam com minha vida pessoal e eu permiti que isso acontecesse. Então de alguma maneira, eu sinto um pouco como a toda a América se sente, mas de nenhuma maneira isso me torna um braço-de-árvore roqueiro patriota livre.

Quais músicas vieram do estúdio?

Nos não estávamos preocupados em tentar ser profissionais, ou tentando ser qualquer coisa. A guitarra soa como o pau [do Twiggy] quando está duro. Por isso eu descrevi o álbum como sendo “duro” não “pesado”. Porque se nos estamos fazendo uma música que será chama de “pau” – você gostaria que ela fosse pesada? Isso é um peso. Ou duro? Quando você poderia fazer coisas com isso. O álbum veio à tona – sem trocadilhos – com uma confidencia de alguém que é absolutamente seguro. – sem trocadilhos. Completamente destemido de qualquer coisa.

Vocês estavam preocupados com o que a gravadora poderia pensar sobre isso?

Não. Em um momento eu disse para todo mundo. “Eu realmente não me importo”, O que eles iriam fazer? Devolver? Você irá me queimar? Chamar algum policial especial que irá berrar comigo. Você esqueceu com que banda você está lidando? A gravadora só recentemente parecia começar a ter uma estranha preocupação de que eu poderia estar louco. Sério? Está louco? Eu acho que eles estão um pouco atrasado sobre isso.

Como você descreveria toda a atitude do álbum?

Esse não é um álbum que nos deixaríamos preto e auto-intitulado e maduro. Esse álbum é o cara do 12º grau que tem VD e faz cocaína na escola, que já foi preso uma vez e a garota do 9º grau quer transar com ele.

O álbum tem algum conceito ou algum tema especifico?

As músicas do álbum são autobiográficas, mas elas têm também muito de suas próprias histórias no mesmo sentido como algo do meu trabalho anterior no álbum Antichrist Superstar. As músicas estão na ordem que elas foram escritas e cantadas. Foi uma história que tomou lugar e eu não sabia realmente o que seria até que acontecesse. Eu tive que encontrar como isso iria terminar em condição a terminar a gravação. Esse álbum deixa muitas cicatrizes, e eu acho que elas são boas.

Cicatrizes de verdade?

Bem, eu fiz em mim 158 cicatrizes em um dia. Era eu tentando provar algo para alguém – a mim mesmo. Não foi como meus anos passados de automutilação, algo para ser escondido, ou um tipo de compulsão. É mais como tatuagens, 158 coisas que aconteceram naquele dia que eu queria relembrar-me.

Há mais alguma lembrança na criação do álbum?

Eu escrevi todas as letras na parede da minha casa. Não foi para ser decorativo, foi como essas coisas, como é a última coisa que alguém vê, antes de colocá-los em outro lugar. Eu acho que se parecem boas. E se alguém quiser ir a esse quarto e fornicar comigo, eu acho que eles são zeladoras… e quando eu disso zelador, eu quero dizer seqüestro. Eu provavelmente irei fazer a maioria das entrevistas de imprensa do álbum em minha casa, antes de eu deixá-la e destruí-la, porque você pode ver a história e como o álbum foi feito dentro da casa.

O que mais você documentou?

Durante todo o processo eu tirei um monte de fotos, então a “artwork” é um monte de “historias-contadas” e como que as músicas se tornaram mais do que meu ponto de vista ao invés de olhar para mim. Porque eu sempre queria tirar fotos, minha casa esta montada como um estúdio de filme. Ao invés de lâmpadas eu tenho luzes de filme e máquinas de fumaça e coisas.

O álbum também tem a qualidade de um filme?

Sim, eu realmente olhei para esse álbum como um filme, talvez por que eu tipo dirigi ele. Eu parei de tentar se conformar uma vida regular em torno da idéia de que a vida é normal. Porque ela não é toda apenas um filme? Se pessoas estão assistindo, elas estão me assistindo sendo um bumbão ou assistindo eu entediado ou criado algo incrível. Essa é apenas uma parte do filme. Isso me permite ser mais criativo.

Há alguma faixa que particularmente surpreendeu você ou irá surpreender os fãs?

15 é a faixa 15 do álbum. Essa é a mias importante música que foi escrita por Marilyn Manson como entidade. Esta é a mais incomum música que eu já escutei. Eu pensei que o álbum estava pronto, como há uma épica e gloriosa faixa [antes dessa] que eu acho que fará Twiggy eternamente reconhecido como herói da guitarra. Que se sente como o fim do álbum, mas o que estava acontecendo em minha vida ainda não tinha resolvido. Então em 5 de janeiro, 1(janeiro) e 5, eu cantei 15 e a letra dirá a historia desse dia…!

Terminado o álbum marca o fim e uma solução para seus problemas?

Eu acho que minha vida definitivamente termina e começa. A gravação soa como final, mais é quase otimista – pensamento que é uma estranha palavra a se utilizar. È uma fênix vinda do fogo e um resgate, ressurreição.