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Logos e Simbologias

 

Artigo escrito por Nick Kushner em nachtkabarett.com
Tradução por Thayná Ferrer

 

 

PRIMEIROS LOGOS E DESIGNS

 

Manson disse que seu motivo para que Smells Like Children fosse à essência, fazer um CD de crianças para adultos, foi evocando a fantasia de sua geração dos anos 1970 e duplamente retratando certos personagens que têm conotações muito mais sinistras do que um simples protagonista de histórias infantis. Muito similar que num senso, os contos de fada de Grimm são os favoritos das crianças, mas muitas vezes têm temas incrivelmente obscuros, maus e canibalísticos.


 

Willy Wonka é um dos tais personagens que Manson foi particularmente fascinado, através de Portrait of an American Family e Smells Like Children, Wonka certamente é o companheiro de jogo ideal das crianças, mas o único que também pode ser visto como um encantador de crianças com um motivo obscuro em seu interior por trás de sua pessoa visivelmente colorida.

Exemplos de que Manson evocou Wonka são numerosos, do vídeo da Dope Hat sendo uma versão surreal e perturbadora da Fantástica Fábrica de Chocolates, para referências líricas e samples (muitos dos quais foram retirados sob licença de cópia dos direitos autorais do próprio filme) e Manson estilizando o logo “Marilyn Manson” como uma paródia à assinatura do logo do Willy Wonka.


Logo do Marilyn Manson que aparece em adesivos e outros merchandises aproximadamente em 1993/1994, estilizado a partir do logo da caveira Lynyrd Skynyrd

 

 

EMBLEMA DA IGREJA DO ANTICRISTO SUPERSTAR

 

Originado em 1995 e seguiu até um pouco mais de 1997 em várias publicações de fã-clubes, camisetas e outros designs, Manson adotou um período de um logo falso-religioso para representar sua estilosa “Igreja do Anticristo Superstar” precedendo a aurora do lançamento do CD.

Como o título “Antichrist Svperstar” é em efeito uma paródia para ridicularizar o conceito do álbum de 1970 “Jesus Christ Superstar” o logo de Manson para essa era, também com o símbolo Shock, foi uma referência direta para a arte da capa do nome do álbum que ele re-interpretou, com o raio do Manson sobreposto dentro do centro para promover inversão e personalização.


Logo/emblema do musical de 1970 “Jesus Christ Superstar” na qual é um trocadilho com o álbum “Antichrist Svperstar”

 

 

Publicações do fã-clube do Marilyn Manson (frente e trás) de 1995. Principal “empurrão” para o lançamento do Antichrist Svperstar. Embora predominantemente atuando como um lançamento de imprensa para os fãs sobre o lançamento do EP “Smells Like Children”, contendo por dentro um tom mais obscuro para a fantasia como um prelúdio para a era seguinte.

 

 

Num jogo fora do conceito da Família Marilyn Manson, na qual Charles Manson cultivou seguidores que foram conhecidos como, membros do fã-clube oficial oferecem um “certificado de adoção” para o candidato que tem sido admitido dentro da “Família Marilyn Manson” e a “Igreja do Anticristo Superstar”. Antes da internet ter sido prevalecida (o site oficial do Marilyn Manson só foi aberto em 15 de Setembro de 1998 precedendo o lançamento do “Mechanical Animals” e depois foi o único marilynmanson.net) Manson teve um fã-clube massivo seguindo através de e-mails de campanha de folheto e notícias periódicas. Em resposta ao que isso pode ser escutado pela ira da mãe respondendo à máquina de massagem para o fã-clube oficial depois da última faixa do “Portrait of an American Family”

 

Enquanto nenhuma alusão visual para o oculto, necessariamente, contudo é um trocadilho engraçado da idéia de um fã-clube tradicional e jogando fora o conceito da “Família Marilyn Manson” que jornalistas inevitavelmente teriam feito de uma outra maneira pejorativa.

 

Contido adicionalmente é o emblema da “Igreja do Anticristo Superstar”

 

Note contudo, a data universal de aceitação na “Família” é 14 de Fevereiro de 1997 que recorre com a data dentro da Triptych do “Antichrist Svperstar”, “Mechanical Animals” e “Holy Wood”.

 

SÍMBOLO SHOCK DE ANTICHRIST SVPERSTAR

 

O mais infame e sinônimo de todos os logos e sinetes do Marilyn Manson, o símbolo shock do “Antichrist Svperstar”. As referências dentro da adoção de Manson para esse símbolo são vastas e abrangentes, que se estendem ao oculto, David Bowie, Anton LaVey e Satanismo, emprego de símbolos Nazistas similares, e tão simples quanto o raio sendo o símbolo universal do choque elétrico; adequado para o mais notório e controverso “shock rocker” do Novo Milênio.


 

Anton LaVey está usando um colar de pentagrama com um raio sobreposto acima da cabeça do bode Baphomet. Pentagrama adotado por Anton LaVey para a Igreja de Satã. Em volta, as letras em Hebreu soletram “Leviathan” um dos nomes/encarnações de Satã, que também aparece em volta do símbolo shock. Anton LaVey, no qual Manson dedicou sua auto-biografia, foi ordenado como Ministro da Igreja de Satã, escrito o prefácio para o livro de LaVey, “Satan Speaks” e agradeceu nos créditos do “Antichrist Svperstar”, que foi uma enorme influência filosófica através dos primeiros trabalhos do Manson.

O Hexagrama Unicursal, adotado e estilizado por Aleister Crowley no começo do século 20, é uma derivação do hexagrama, normalmente referido como “A Estrela de David”. Apenas como o simbolismo do tradicional hexagrama consistia em dois triângulos intercalados, um apontando para cima e um apontando para baixo para simbolizar o princípio oculto de balança “tanto em cima como embaixo” o Hexagrama Unicursal como as tais, mas indeciso, então com uma linha intacta para significar movimento contínuo. E se quebrada, promove o hexagrama para ter sido feito de dois símbolos shock interlaçados e invertidos.

 

Outra faceta na qual o símbolo shock foi feito, é de uma permutação do Tetragrammatom. O princípio vem do livro “O Tetragrammatom” de Donald Tyson na qual Manson citou enquanto lia durante a gravação e moldação do “Antichrist Svperstar”, onde as quatro letras que cobrem o Tetragrammaton, IHIH, é arranjado em uma forma poligonal conhecido como um tetragrama, onde a ordem e combinação das letras se correspondem para e invocação e banição dos anjos. Esse método é de onde os símbolos vem de dentro do Antichrist Svperstar.

 

 

Logo do Serviço Secreto Nazista (SS)

 

 

Performance ao vivo de Antichrist Superstar na qual ecoa a reunião de Nurembergs Nazistas de 1930, com Manson rasgando páginas da bíblia retratando religiosos evangélicos como fascitas.


 

SÍMBOLO OMEGA DE MECHANICAL ANIMALS

 

“’Eu sou o Alpha e o Omega’” disse Senhor Deus…” Revelação 1:8 ; O Começo e o Fim

 

Na aurora do lançamento do CD, Manson declarou que a encarnação que ele incorporou durante a era “Mechanical Animals” foi para representar o estágio final da evolução na qual ele assumiu. Omega é a última letra do alfabeto Grego e é o antigo símbolo dos séculos que significa “O Fim”, ou o apocalipse, se visto num contexto bíblico.

 

O símbolo da era Mechanical Animals é a letra maiúscula “Omega”, com o rosto do Manson dentro do centro, com 15 teclas de computador em sua testa, mas ambos servem para dizer que o mundo de “Mechanical Animals” é sem alma e computadorizado: “But when the spirit is so digital/The body acts this way” (‘Disassociative’) mas também o recorrente número 15.

 

Omega (literalmente como um grande ‘O’) é a última letra do alfabeto grego. Num senso figurativo “o alpha e o omega” significam “o começo e o fim”. Essa frase é usada na Bíblia: “’Eu sou o Alpha e o Omega’” disse Senhor Deus…” Portanto, a frase final do álbum “Esse é o meu Omega” significa “Esse é o meu fim”.

 

 

É muito provável se referir ao contexto bíblico, porque o começo da Faixa escondida 15 do álbum, o herói do álbum diz: “No final, eu os tornei e eu os conduzi”, e a introdução para a turnê Rock is Dead é chamada Inauguration of the Mechanical Christ.

 

Manson durante o prelúdio da turnê Mechanical Animals de 1998, vestido como o símbolo da era, com seu rosto do centro do Omega.

 

Graficamente em todas as linguagens, a letra “O” representa o Sol, que simboliza perfeição. “Um Sol sem planetas queimando em círculos” – é a inscrição escondida por trás da série do símbolo Omega no encarte do CD. Uma das imagens mais importantes do CD é um astronauta que se quebrou na estação espacial e queimou na luz do sol. A imagem se abre para a primeira canção do álbum – Great Big White World, e em Disassociative é detalhado uniformemente.

 

De modo geral, o motivo do “o” aparecer no CD três vezes é: Em Mechanical Animals, foi dito que Coma White era “tão vazio quando o “O” em Deus”. Na Untitled, todos os “animais mecânicos” são caracterizados dessa forma, incluindo o próprio herói. Finalmente, em Posthuman, Coma White é “um santo como Jackie-O”

 

O motivo da perfeição que é simbolicamente representado pelo sol, também figura em Postuman: “She wants me to be/Perfect like Kennedy”. Antes, o motivo apareceu em Mechanical Animals (“We’re neurophobic/and perfect”), em Great Big White World (“I wish you/were queen”). O motivo da perfeição aparecerá mais uma vez em The Last Day on Earth, mas agora com tons mais amargos e sarcásticos: “We’re trembeling in our crutches/High and dead our skin is glass”

O tema da perfeição é outro elemento recorrente dentro do Mechanical Animals, ambos facetamente com Omega se contrapondo pelo conceito da impossibilidade literal da perfeição com Coma White.

O personagem do Omega estava intencionado a representar a evolução final do metafórico ADÃO na Triptych. “Esse é o meu Omega” significando o fim da transformação quando a personificação ideal da onde ele originalmente se esforçou para ser. Mas em contraste com a sinceridade interna, esse final da transformação deu ascensão ao que se tornaria o Anticristo Superstar quando Omega, que estava intencionado a ser o ideal Manson de transformação tematicamente dentro da Triptych, foi na realidade, a completa antítese do plástico e superficial, de quem ele se tornou no início.

 

HOLY WOOD, MERCÚRIO E O ANDRÓGINO


A identidade que Manson adotou durante “Holy Wood”, tanto quanto a Triptych contendo seus passados “Mechanical Animals” e “Antichrist Svperstar”, Mercúrio é o elemento chave na alquimia, que diz para render-se ao lendário Filósofo Stone e é o elemento planetário que traz a influência do talento artístico e poético. Equivalente na Mitologia Grega, é o Deus Hermes que é conhecido como o “Mensageiro dos Deuses”. O Andrógino é um símbolo da balança alquímica, Masculino & Feminino, Preto & Branco; Marilyn & Manson, e deste modo, um símbolo de transição e evolução na qual A Tryptych representa.


 

O ANDRÓGINO

 

Capa do Mechanical Animals, Manson como Andrógino, uma primeira visão mais profunda das características corporais.

 

Manson freqüentemente evocou e usou simbolismo do Mercúrio em sua arte. Na Mitologia Romana, Mercúrio é o nome do Deus Grego Hermes, o Seguidor da Inteligência e o Mensageiro dos Deuses e através desse Mercúrio como um elemento e símbolo tornou sinônimo com o talento intelectual, poético e artístico. E com isso dito, a personificação do simbolismo do Manson deveria estar muito clara. Na Alquimia, é o mais sublime dos elementos, e sua personificação levou à forma do Andrógino; representado por metade-homem e metade-mulher. Essa imagem, claro, reflete a dicotomia do claro e escuro, positivo e negativo, misturados como um perfeito equilíbrio; Marilyn Manson. Isso é o que a representação do Manson representa na capa do Mechanical Animals.

 

Manson mais tarde revelou, antes do lançamento do Holy Wood que o título anterior do álbum era um anagrama de:

 

 

MAR1LYN MAN5ON

OOOOO Mechanical Animals

 

 

MAR1LYN MAN5ON

É um homem alquímico

 

 

Durante o Holy Wood, que foi quando Manson se ligou mais notoriamente ao Mercúrio, adaptou o símbolo como uma de suas várias formas. Um desses foi utilizado no Terceiro Pentagrama do Mercúrio, no site TheLambOfGod.com durante o verão de 2000 como uma introdução à nova imagem e temas do Holy Wood.

 

O Terceiro Pentagrama do Mercúrio, retirado da chave do Rei Salomão.

 

 

Símbolo do Mercúrio adaptado por Manson através da Era Holy Wood.

 

 

 

Foto de Marilyn Manson e Dave Sardy, o produtor do Holy Wood, no verão de 2000 durante a gravação.

Sufocada pode ser a imagem vista do andrógino alquímico.

 

 

“A página introdutória da Aurora Consurgens é uma alegoria de sabedoria, também conhecida como ‘o vento do sul’ como ambos símbolos do Espírito Santo e a totalidade da sublimação.

Aqui, o vento do sul é representado por uma larga constelação, gradualmente unindo os dois opostos. As três pernas na qual o andrógino permanece, referem-se aos três pés, na qual a réplica é exposta ao fogo. Depois da junção, o Sol disse a Lua: “Nós nasceremos dentro da ordem do mais velho [que são 24 sublimações ou constelações], depois uma luz quente será derramada em mim e em você’ (Senhor Zanith, em: Aurora Consurgens).”

 

 

ALQUIMIA E MISTICISMO: O MUSEU HEREMITA por Alexander Roob

 

 

Foto de Manson (embora borrada) com três pernas como um primeiro estágio teatral para a Grotesk Burlesk. Embora não exista foto disso, Manson também alegou que usou outro elemento teatral no mesmo período na Europa, na qual ele tem duas cabeças, ambas dessas adições podem ser como atributos acima do hermafrodita.

 

Manson em outra representação do Andrógino durante a era Holy Wood.

 

Mais duas ilustrações do Andrógino Alquímico.

 

Primeira Imagem: ‘Ulmannus (começo do século XV) começou como Jacon Böhme, com a livre escolha do homem entre os mundos de ira e amor. “Aqui você tem três reinos nos quais você gostaria de estar, seu trabalho está em acordo”. O homem é criado fora do sol duplo. ‘O sol interno e espiritual incorpora o hermafrodita divino. Ele é a personificação da alquimia desinteressada, consistindo de ‘Jesus, o homem de pedra da pureza’ (Mercúrio/Espírito) e ‘Maria, a mulher de pedra amável’ (Lua/Corpo). Sua união com Deus o Pai (Sol/Alma), o ‘petrolith’ que fortalece contra todas as tentações do demônio. Livro da Santa Trindade, Século XV.”

Segunda Imagem: “Esse andrógino é a natureza imodesta e fantasmagórica do ‘Lúcifer Anticristo e sua mãe; um corpo e alma, fixado e volátil. Herein consiste nas artes naturais desse mundo.’ Suas raízes são os sete pecados capitais, as quatro coroas são os elementos, representado pelo mais baixo quadrante no sistema “Ulmannus”: Marte (fogo), Vênus (água), Saturno (terra), Júpiter (ar) ‘os elementos trazem o bem e o mal, separados eternamente’. Eles são negativamente unidos no ‘memorial do sol negro’ como ‘sol lapis e metal corporeal’. Livro da Santa Trindade, Século XV.”

 

 

ALQUIMIA E MISTICISMO: O MUSEU HEREMITA por Alexander Roob

 

Uma das imagens do DVD Guns, God and Government. Acima; A imagem original que aparece em Alquimia & Misticismo: O Museu Heremita, de Alexander Roob.

 

 

“‘Aqui nasce uma nobre imperatriz rica/Os Mestres disseram que é ela é como a filha daqui. Ela multiplica/produz crianças sem número/São imortais e puras/e sem nutrição (…) Eu tornei-me uma mãe/e ainda lembra uma donzela/E estava na minha essência mentirosa/Aquele meu filho tornou-se meu pai/Como Deus decretou num modo essencial. A mãe que me deu o nascimento/Através de mim nascerá uma Terra’ Rosarium Filosophorum 1550”

 

Ao longo da representação Mercury, a personificação andrógina de Manson, também é simbólico em metade das músicas do Mechanical Animals. No encarte do CD, a capa oposta do álbum, mostra Manson vestido de Omega, o vocalista do grupo fictício Omega e os Animais Mecânicos. Ao invés das progressões da música serem cíclicas como no Antichrist Svperstar, ou linear como o Holy Wood, Mechanical Animals representa a mesma era de tempo e espaço. Com a história contada com a Tryptych dos CD’s do Manson, Antichrist Svperstar, Mechanical Animals e Holy Wood, uma história biográfica da vida de Manson sobre um menino crescer e ser influenciado pelo mundo e querendo mudar o mundo, começa uma revolução. Mas quando a revolução foi decretada e cessada para ser perigosa e qualquer método de guerra tornou-se outro mero produto. O lado e metade do álbum representado por Omega e os Animais Mecânicos mostra o lado público, um aspecto corrompido e auto-indulgente disso. Em conflito com a corrupção da revolução, esse lado do álbum é cheio de facetas em cima dos hinos vazios e desencantados. O outro lado do álbum, contudo não mostra o lado indulgente e público, mas sim o conflito interno e não visto; a tristeza, inocência e sinceridade, que foi perdida na luz pública. A capa do álbum reflete isso, apenas como o lado reverso do Omega reflete o aspecto vazio e indulgente disso. O Andrógino representa essa inocência frágil e infantil. E uma das mais esotéricas representações disso, é que Manson tem seis dedos na mão esquerda. Numa pintura Aquarela de Manson chamada “Domingo de Páscoa” ele tem isso para considerar a mesma deformidade:

 

“Domingo de Páscoa” aquarela pintada por Manson

 

Detalhe de Mechanical Animals, mostrando o sexto dedo angelical.

 

 

“Esse é de poucos anos atrás. É uma pintura de Páscoa, um item de feriado. Ela tem seis dedos, nos quais eu também tenho na capa do Mechanical Animals. É uma referência a Seraphim, uma referência religiosa. Anjos que disseram ter seis dedos em uma mão.”

 

 

MARILYN MANSON

OUTONO DE 2002.

 

 

HOLY WOOD ERA ARMA CRUCIFIXO

 

 

Você ama suas armas, seu Deus, seu governo?” é como Manson indicou sarcasticamente em “The Love Song”, contra os ideais que a América detém acima de tudo. As três ferramentas são usadas para justificar sua fobia, ódio-cego e o desejo de matar. O símbolo da arma em forma de crucifixo que Manson adotou durante a era Holy Wood, que simboliza muito do tema, literal, adoração pela violência combinando com três armas dentro do símbolo de adoração universal, o braço central que é estilizado a partir do rifle usado para assassinar Kennedy, cujo a América o valorizou simbolicamente como um mártir, ou Segundo Cristo através de sua morte. O tipo de morte que ambos fazem o público agregado cambalear de horror e inversamente fascinados para completar absorção e consumição da tragédia.

 

METAL EDGE: Como você vê Kennedy enquanto uma figura de Cristo?

MARILYN MANSON: Primeiro de tudo, minha teoria que eu realmente vim pensando desde que eu tive muita interação com o Cristianismo depois de fazer o “Antichrist Svperstar”, é que Cristo foi a pré-fábrica para a celebridade. Ele foi a primeira celebridade ou rockstar, se você quiser ver dessa maneira, e ele se tornou essa imagem de sexualidade e sofrimento. Ele – literalmente comercializou – um crucifixo, que não é tão diferente quanto uma camiseta de shows em alguns aspectos. Acho que para a América, na minha vida, John F. Kennedy tomou esse tipo de lugar em alguns desses aspectos. Ele foi levantado como esse ícone e essa figura de Cristo. Eu comecei, em minha versão drogada de Hollywood, sonhar com um mundo onde as estrelas mortas são realmente santos. Jack O[nassis] é um tipo de Maria Imaculada. É isso que estava pensando quando escrevi o álbum, e eu insinuei isso em muitas músicas, tipo “Posthuman”.

 

 

Um screenshot do vídeo de Coma White, retratando Manson crucificado e divinado no papel de JFK;

Imagem usada para ilustrar a forma em que Kennedy se tornou um “Segundo Cristo” nos olhos da América quando foi televisado seu assassinato, fizeram dele um mártir para a consciência popular.

 

A história foi algo que eu tive na minha mente, e é da onde as músicas vieram.

Como as músicas vieram da vida, a história também cresceu mais ou menos assim. Tudo é realmente uma metáfora da minha própria vida, mas a história, sem ir longe demais, pega lugar numa distopia alternada de Hollywood, onde tudo é levado ao extremo. É um tipo de pior pesadelo de Andy Warhol, combinado com Cientologia e comunismo. Se você imaginar que tudo foi tão longe quanto alguém poderia chegar, o modo em que as estrelas de cinema são tratadas. Há muitas referências do modo que eu vejo John F. Kennedy, como um Cristo dos dias modernos e como a religião brotou disso. É uma história estranha, mas no final é uma parábola sobre fama e amor e o que mais importa para você, mas eu não posso dizer se tem um final feliz. O vídeo de “Coma White” é adaptado do meu script, então será um tipo de teaser, uma indução ao que as pessoas podem esperar… Embora eu tenha certeza de que eles não vão entender ou deixar algo mais claro.

 

 

METAL EDGE, JULHO DE 1999

MARILYN MANSON – REVELAÇÕES DE UM ALIEN-MESSIA

 

É o próprio tema que Manson se baseou no seu conceito de Celebritarianismo e que foi ilustrado tempos e tempos através da história; aqueles que morreram publicamente ou de uma forma extremamente macabra e depois, subseqüentemente suas mortes os acumularam no status de santidade nos olhos da própria sociedade que os matou. A arma em forma de crucifixo também foi destinada para ser usada na capa do livro ‘Holy Wood’ que foi destinado a ser lançado coincidentemente com o álbum, para ilustrar tais temas de adoração pela morte, ajustado numa variação exagerada e metafórica da América, para retratar uma história alegórica dos próprios assuntos abordados no álbum.

 

‘The Love Song’; Manson em 2000-2001, turnê Guns, God and Government em Moscou, assumindo o papel de Nuremberg, competição para a nossa sociedade hoje, onde a violência é religião, e onde fama e morte na câmera é melhor que a vida.

 

 

Cover ilustrativa do livro “Holy Wood”, primeiramente visto em MarilynManson.com em Julho de 2000 destacando alusivamente a arma em forma de crucifixo que simboliza o conceito do Celebritarianismo.


 

GOLDEN AGE OF GROTESQUE DIAMOND

Moldura de Marlene Dietrich no filme Blue Angel and UFA, Universum Film Aktien Gesellschaft, (Universal Film Company), como pode ser visto na marca d’água no lado inferior à esquerda. Acima, uma águia de ferro com a insígnia nazista, suástica. O diamante do Manson formando o logo Golden Age of Grotesque combinando esta dicotomia de repressão e expressão, além de ilustrar o fascismo do entretenimento.

 

O símbolo da era The Golden Age of Grotesque é um paralelograma preto com uma borda branca dupla diante de um fundo preto. A borda de fora é mais densa que a do interior. Há dois M’s maiúsculos estilizados dentro do paralelograma.

 

O símbolo é obviamente estilizado a partir da insígnia SS – a insígnia de um Schutzstaffel Nazista, a autoridade da polícia secreta de Gestapo Himmler, que foi protetora e repressora em suas funções e foi a ferramenta principal do terror em massa na Alemanha Fascista. Foi declarado pelos dois M’s brancos maiúsculos (iniciais de Marilyn Manson) de um tipo específico de desenho diante de um fundo preto.

 

 

A insígnia SS foi feita de dois “siegel” runa, que simboliza o êxito do objeto, a vitória. Nesse caso, a runa é substituída por “ehwas” que simboliza movimento, mudança, progresso. “Ehwas” tem uma enorme carga da energia Mercurial.

 

 

À parte da insígnia SS, o perfil específico das duas letras M vem da Águia Nazista, um dos principais símbolos da Alemanha Fascista, que engloba força e poder. Nesse contexto, na visão de Marilyn Manson, MM como representativo de duas águias, isso não é uma conotação não-acidental, como na alquimia, a águia dupla é um símbolo da Androginia; Mercúrio.

O paralelograma é um símbolo de rigidez, poder e força. Mas ao mesmo tempo, é um símbolo de criatividade, energia, símbolo erótico e feminino.

Branco é a cor da pureza e perfeição. Além disso, é a cor da mulher e princípio lunar, uma das duas cores do Mercúrio.

Preto é a cor da honra e futuro renascido, mas também é a cor da tristeza e morte. O contraste do preto e branco é um símbolo bem conhecido do antagonismo entre o bem e o mal.

A idéia dominante desse símbolo é unir oposições, andrógino e tema em conflito (contraste do preto e branco, referências ao Mercúrio). Unindo contradizendo temas no tema principal da busca criativa de Marilyn Manson, especialmente acentuado em The Golden Age of Grotesque.

 

 

Uma parte desse tema é o motivo de união entre o começo e o fim. O símbolo significa o começo de uma nova era no trabalho de um artista (“Ehwas” rune, mercúrio como um sinal de mudança) mas ao mesmo tempo, a referência de Mercúrio conecta esse símbolo a um dos anteriores da era Holy Wood, enquanto a estilização da insígnia SS nos leva de volta ao símbolo da era Antichrist Svperstar. Adicionalmente a peculiariedade de The Golden Age of Grotesque é a conexão a quase todos os CDs anteriores. O motivo da união do começo e do fim, do renascimento e mudança pode ser traçado durante toda a busca criativa de Marilyn Manson.

Muito deveria ser avançado no emprego de emblemas Nazistas, porque nazismo é um dos temas principais do álbum (que nos traz novamente à era Antichrist Svperstar). De acordo com Manson, durante a divulgação de The Golden Age of Grotesque, ele pegou inspiração da “extrema altura da decadência do cabaret e a então-chamada arte “degenerada” na Weimar Berlin antes de sua destruição.” i. e. antes do Nazismo se apoderar do poder.

Elementos Nazistas dentro do símbolo estão combinados com os símbolos da mulher (cor branca, referências ao mercúrio) que representa outro tema principal do álbum – erotizando tudo, incluindo fascismo, como meio de sua superação.


 

LIMOUSINES JAGUAR DE DIAMANTES


O verso “Nós dirigimos nossas limousines jaguar de diamantes da morte” da música The Golden Age of Grotesque é certamente uma descrição figurativa da década de 1930.

Jaguar, uma fábrica inglesa de carros de luxo, apresentou os primeiros modelos de seus automóveis no começo dos anos 30. Naquele tempo a companhia levava o nome de Swallow Sidecar, na qual foi frequentemente abreviado para SS, portanto, todo o modelo pré-guerra foi nomeado SS: SS I, SS 90, SS Jaguar, etc.

 

 

 

Curiosamente, o logotipo da empresa – duas letras S de um desenho específico num hexágono (daí o atributo “diamante”) admiravelmente semelhante à Schutzstaffel (SS). O corpo do partido Nazista que antecipadamente cresceu mais forte depois.

 


Note a similaridade do carro que Manson dirigiu no clipe da This is the New Shit, tão bem quanto a similaridade do Nuremberg-esque na definição do vídeo e desse pôster de anúncio.

A situação torna-se mais bizarra se compararmos um dos logos do Swallow Sidecar e o símbolo do partido Nazista (NSDAP). No contexto do álbum, essa acidental coincidência torna-se de novo um sinal de uma inevitabilidade fatal.

Continua…